Blog do Gevan
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
10 usos do Twitter para os jornalistas
1. Fonte de Informação: Twitter pode ser comparado a uma leitura de mídia digital em que o conteúdo foi selecionado por editores a quem se segue e respeita. Os links são twittados, retwittados até ter vamos dizer assim um selo de garantia, uma fonte segura.
2. Inspiração para reportagens: O que está sendo discutido no Twitter? Quais são os temas “tendências” do momento? Na twittosfera você pode ficar por dentro das ultimas tendências que podem ser aprofundadas e investigadas.
3. Twittervistas: Twitter permite entrevistas de uma forma não invasiva. Uma pessoa é entrevistada quase sem se dar conta. As vantagens são: perguntas e respostas curtas, acessibilidade e assíncrona (uma entrevista pode durar várias horas sem interromper as atividades do entrevistado).
4. Verificação das informações: Através do Twitter você pode pedir que seus entrevistados a exatidão da informação ou contrastar informação. A twittosfera é uma massa de conhecimento agregado.
5. Notícias Urgente (breaking news): A rapidez do Twitter faz um dos melhores meios de alerta de notícias que estão acontecendo no momento, em que a fonte original muitas vezes não é uma mídia, mas um local banal.
6. Fontes Rapidas: Você também pode recorrer ao Twitter para reunir informações que talvez se você fosse procurar levaria muito tempo. Por exemplo, você pode pedir a seus seguidores o que eles pensam sobre alguma medida do governo, e usar estas reações para escrever um relatório sobre o que as pessoas pensam sobre as ações. Twitter é a coisa mais próxima de fazer jornalismo na rua, sem sair.
7. Medir o interesse de um assunto: Se você pretende escrever sobre um assunto e você não tem certeza se vai interessar as pessoas, twitte e observe a reação.
8. Promoção: Twitter é uma grande ferramenta para promover o seu trabalho jornalístico, através da publicação de links para seu trabalho. Se você tiver sorte, através retweets pode ser alcançado em uma disseminação viral. Aproveitando o tópico promoção, participe e concorra a Um livro de Marketing Digital.
9. Nos Bastidores: Através do Twitter você pode manter os outros membros informados sobre como desenvolver o seu trabalho jornalístico, desde que você conceba uma idéia, a pesquisa, entrevistas … O trabalho sujo no final sempre fica em segundo plano, mas é fundamental para o bom jornalismo. Isto é o fazer do jornalismo. Enquanto essa transparência pode mostrar surpresas negativas, como alguém te plagiar, na maioria dos casos será benéfico porque vai proporcionar os comentários das pessoas na rua, ou mesmo o surgimento de novas fontes que talvez outra forma nunca teria uma discussão em tão pouco tempo.
10. Humor gráfico: Comentários lacônico, sarcástico, irônico, cínico das pessoas nos tópicos no Twitter é uma valiosa fonte de inspiração para aqueles que fazem humor. Eu gostei deste exemplo. A notícia da descoberta de água na Lua pela NASA, um tweeter venezuelano respondeu: “Essa foi a parte mais fácil, o difícil é encontrar em Caracas. NASA siga adiante ainda há muito a ser feito. “
Fonte: Algumas informações baseadas no artigo 10 usos periodísticos de Twitter
OS TÍTULOS JORNALÍSTICOS NO CONTEXTO HIPERTEXTUAL
O Prof. Ramón Salaverría, da Universidade de Navarra (Espanha), em um texto básico sobre redação ciberjornalística, discute as funções e características dos títulos no ambiente das redes e discorre sobre como utilizar bem este elemento chave do texto jornalístico.Salaverría identifica três funções do título nos meios tradicionais e agrega uma função para a situação on-line:
a) Função identificativa
O título deve individualizar um texto jornalístico frente a outros.
b) Função informativa
O título deve fazer uma síntese do conteúdo do texto jornalístico que encabeça.
c) Função apelativa
O título deve suscitar o interesse e, junto com os eventuais elementos gráficos que possam acompanhar o texto, cumprir uma função de primeira linkagem para o olho do leitor.
Nos cibermeios, o título soma às três anteriores uma quarta função:
d) Função hipertextual
Função hipertextual: o título serve como elemento chave para a navegação nos cibermeios, pois ali está situado o link que permitirá o acesso ao bloco que contém a informação.
APLICAÇÃO
Você deve examinar três produtos jornalísticos na web, buscando identificar os tipos de títulos nas suas primeiras páginas. Após a observação, realize as tarefas propostas.
Os produtos são:
- JB Online (http://jbonline.terra.com.br/)
- Portal Terra (http://www.terra.com.br/capa/)
- Agência Brasil (http://www.agenciabrasil.gov.br/)
- Portal Terra (http://www.terra.com.br/capa/)
- Agência Brasil (http://www.agenciabrasil.gov.br/)
a) Considerando os tipos diferentes de produtos na web (jornal, portal e agência), perceba se existem diferenças na titulação nestes produtos e indique que diferenças são essas, dando exemplos.
b) Compare os títulos usados nas três publicações, avaliando-os criticamente quanto ao conteúdo das notícias. Há diferenças notáveis nas técnicas de titulação dos três veículos? Em sua opinião, qual deles tem melhor titulação? Por que?
c) A partir dos lides abaixo, crie títulos para cada notícia a ser publicada na web, na primeira página, considerando as funções apontadas por Salaverría:
1- “A segunda etapa de vacinação contra a febre aftosa de rebanhos bovinos e de búfalos começou este mês, em seis estados brasileiros, Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Roraima. No mês que vem, a imunização será estendida a outras 16 unidades federa- tivas: Acre, Amapá, Amazonas, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Gros- so do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Piauí, Rondônia, São Paulo, Sergipe, Tocantins e o Distrito Federal”.(Agência Brasil)
2- “A ONG ambientalista WWF-Brasil realizou, na manhã deste domingo, um ato no Cristo Redentor, em defesa dos mananciais, das florestas e da promoção do acesso à água potável para brasileiros hoje excluídos desse direito universal. Uma torneira jogando água num balde inflável de quase 15 metros de altura foi montada aos pés da estátua do Cristo Redentor, um dos símbolos turísticos do país, para chamar a atenção da sociedade e dos governantes”.(JB Online)
3- “O presidente Hugo Chávez advertiu hoje , falando em seu programa semanal “Alô, Presidente”, que se a ameaça que pesa sobre sua vida se concretizar, isso acelerará a revolução bolivariana. “Um povo e uma força armada (venezuelanos) mostrarão ao mundo do que são capazes”, afirmou”.(Portal Terra)
4- “Entra em operação hoje um novo serviço dos Correios: a transcrição gratuita de correspondências do Braille para a escrita comum e vice-versa. Com o serviço, deficientes visuais de todo o país poderão enviar e receber suas correspondências na linguagem desenvolvida especialmente para elas – o código Braille.
A assessoria de imprensa da ECT informou que, durante a cerimônia, o defici- ente visual Mário Alves de Oliveira, criador do sistema, fará a leitura de uma carta endereçada a Hélio Costa, ministro das Comunicações”. (Agência Brasil)
5- “De 8 a 10 de junho, o Rio de Janeiro vai sediar a Conferência Regional Ministerial da América Latina e Caribe, um encontro preparatório para a segunda fase da Cúpula Mundial da Sociedade da Informação. Além do Brasil, mais 32 países participam do evento”.(JB Online)
6- “O britânico Robert William Milne, de 49 anos, um veterano alpinista, morreu tentando alcançar o topo do monte Everest, o mais alto do mundo. A informação foi dada hoje pelo Governo nepalês e um site especializado em alpinismo. O corpo ainda não foi recuperado”.(Portal Terra)
d) É mais importante reforçar a função apelativa de um título ou garantir sua função hipertextual? Até que ponto e em que circunstâncias você estaria disposto a sacrificar uma delas em benefício da outra?
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Qual é o perfil do webwriter?
por Bruno Rodrigues
"Há alguns anos, participei de um trabalho sensacional. Criado pela USP, o projeto ‘Cidade do Conhecimento’ - www.cidade.usp.br -, então tocado pelo fantástico Paulo Lemos, oferecia vários desafios a quem dispusesse a arregaçar as mangas. O mais interessante deles era a construção de um ‘Dicionário do Trabalho Vivo’, que propunha a criação de fóruns online para a redação de verbetes, atualizados periodicamente, que servissem como um retrato fiel do mercado profissional. Fui convidado a ser mentor do verbete ‘Webwriter’, e iniciou-se um dos momentos mais prazerosos de minha carreira.
A equipe reunida ao redor desta tarefa dedicou-se com afinco e, pouco tempo depois, estava pronto o verbete que reproduzo nesta coluna, texto elaborado com maestria por Ricardo Saldanha, hoje profissional reconhecido na área de Portais Corporativos. O que mais me impressiona é como enxergamos longe, e ainda hoje o verbete é atualíssimo. Para quem quer entender mais sobre e ste profissional e/ou mergulhar fundo nesta área em 2009, é um ótimo (re)começo.
Webwriter:
Profissional que atua em mídias digitais, tendo como objeto de trabalho não só o texto propriamente dito, mas também toda e qualquer informação textual ou visual que seja veiculada. Sendo assim, sua preocupação não deve estar restrita à precisão, qualidade e criatividade do texto, mas também a questões ligadas à organização e facilidade de acesso à informação.
Tendo em vista atuar em um segmento típico da Era do Conhecimento, necessita adotar uma postura diferenciada em relação aos redatores tradicionais, assumindo um paradigma construtivista, onde promover, instigar e facilitar o diálogo seja uma prioridade constante.
Para isso, necessita dominar uma série de técnicas ligadas ao meio (com destaque para o conhecimento de ferramentas de CMS, os gerenciadores de conteúdo) e ainda conhecer conceitos de áreas afins, com destaque para as noções de webdesign, arquitetura da informação, usabilidade e gestão do conhecimento.
Tal exigência torna-se ainda mais importante quando se constata que o trabalho do Webwriter quase sempre está inserido em uma equipe multidisciplinar, sendo fundamental a multiespecialização, a fim de viabilizar o diálogo entre os membros do grupo. Vale lembrar, entretanto, que as técnicas têm tido uma evolução vertiginosa, não havendo verdades absolutas quando o tema é webwriting, mas sim indicações que servem como bússola ao profissional.
O Webwriter também não pode esquecer que nas mídias interativas o poder está todo nas mãos do usuário, o que faz com que seu texto precise sempre assumir uma postura persuasiva, característica mais próxima do texto publicitário do que do informacional. Assim, conhecimentos de marketing são fundamentais para um bom desempenho profissional, bem como intimidade com o meio digital. Sendo o usuário o centro das atenções, torna-se fundamental conhecê-lo a fundo. Para tal, conhecimentos de estatística e de softwares de medição de audiência também são importantes para o profissional dessa área.
Quanto à formação, não resta nenhuma dúvida de que se trata de um profissional da área de Comunicação. O ideal seria que, no futuro, as universidades oferecessem uma nova especialização, ao lado das que conhecemos hoje: Comunicação com especialização em Mídia Digital. Assim, vários profissionais poderiam estar reunidos no mesmo curso, cada qual buscando seu enfoque peculiar - e o webwriting seria um deles.
O salário de um Webwriter [inicial] gira em torno de R$ 3 mil atualmente, sendo patente o fato de que as corporações pagam melhor do que as redações de jornais online.
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A próxima edição de meu curso ‘Webwriting & Arquitetura da Informação’ acontece em fevereiro no Rio. Para quem deseja ficar por dentro dos segredos da redação online e da distribuição da informação na mídia digital, é uma boa dica! As inscrições podem ser feitas pelo e-mail extensao@facha.edu.br e outras informações podem ser obtidas pelo telefone 21 21023200 (ramal 4).
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1. Para quem não conhece meu blog, dê uma checada no http://bruno-rodrigues.blog.uol.com.br.
2. Gostaria de me seguir no Twitter? Espero você em twitter.com/brunorodrigues.
(*) É autor do primeiro livro em português e terceiro no mundo sobre conteúdo online, ‘Webwriting - Pensando o texto para mídia digital’, e de sua continuação, ‘Webwriting - Redação e Informação para a web’. Ministra treinamentos em Webwriting e Arquitetura da Informação no Brasil e no exterior. Em sete anos, seus cursos formaram 1.300 alunos. É Consultor de Informação para a Mídia Digital do website Petrobras, um dos maiores da internet brasileira, e é citado no verbete ‘Webwriting’ do ‘Dicionário de Comunicação’, há três décadas uma das principais referências na área de Comunicação Social no Brasil."
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| O recente terremoto na Nova Zelândia acrescentou mais um elemento à já longa lista de polêmicas envolvendo o sistema de micromensagens Twitter. O tremor, de 7,2 graus na escala Richter, foi só um décimo de grau menos intenso do que o do Haiti, e o jornalistas europeus que tentaram obter notícias surfando pelo Twitter de neozalendeses saíram frustrados da experiência. Eles constataram que a maioria das mensagens envolvia notícias familiares e que o grosso das informações sobre a situação geral vinha de fora do país. Isto reforçou a crítica de que os Twitters não são uma ferramenta relevante para os profissionais do jornalismo, confirmando uma experiência feita no início do ano por um grupo de cinco repórteres de uma rádio francesa, que se isolou numa fazenda e só tinha acesso ao mundo por meio de mensagens postadas por pessoas comuns. A polêmica em torno da utilidade jornalística do Twitter ainda vai durar muito tempo porque se trata de uma questão complexa cujo debate não pode ser resumido às opções usar ou não usar. É um fato inquestionável que a esmagadora maioria das mensagens que circulam no Twitter têm a ver com questões pessoais e familiares, porque a ferramenta ampliou a sensação de proximidade entre os usuários. As notícias que circulam na rede são em sua maioria repassadas por usuários para amigos, no recurso chamado Retweet (RT), por meio do qual a informação é transmitida de pessoa em pessoa. Este fator humano na circulação das notícias provoca um fenômeno curioso. A quantidade de acessos que uma notícia recebe em sua versão original na Web depende do número de vezes que ela é repassada por usuários do Twitter. Os twiteiros usam este recurso como uma forma de criar comunidades em torno de temas de interesse localizado e específico. Outro componente importante neste comportamento é a transferência de credibilidade, ou seja, se uma pessoa de minha confiança recomenda uma informação, esta passa também a ser confiável. Parece pouca coisa, mas num ambiente de avalancha informativa, a recomendação de amigos passa a ser fundamental. Tudo isto indica que, no Twitter, a notícia jornalística passa a ser tratada de uma forma distinta da forma convencional, em que a impersonalidade é um componente essencial. Claro que você pode consultar os twits dos veículos jornalísticos convencionais, mas não são eles os que detêm os maiores índices de "seguimento" —a opção de seguir um usuário para obter todas as atualizações mais recentes de sua página. Em termos informativos, o Twitter estaria mais próximo do sistema boca a boca do que de uma página de jornal ou noticiário na TV. E é assim que o sistema deve ser visto, porque não segue a lógica do jornalismo profissional. A circulação de notícias no Twitter é desorganizada, descentralizada, horizontal e quase caótica. Os padrões de credibilidade também não são os mesmos da imprensa mas nem por isso o Twitter deve ser descartado como fonte noticiosa. O caos do Twitter permite uma diversificação de enfoques sobre um mesmo fato, dado ou processo, viabilizando uma contextualização mais completa da notícia — coisa bem mais difícil na imprensa pré-internet. O Twitter também faz uma ligação direta entre produtores de notícias, como é o caso das páginas de jogadores e alguns clubes de futebol e o público. Jornalistas e pessoas comuns usam a mesma fonte, mas a notícia circulada de boca em boca vai mais rápido e mais longe do que a veiculada pela página web do jornal. A popularização do Twitter criou um problema adicional para as redações. Não basta publicar a notícia. Ela precisa ser recomendada — e isto incorpora um novo agente no processo de circulação de uma informação. A recomendação de uma notícia escapa ao controle dos profissionais do jornalismo e os obriga a olhar um pouco além da porta das redações. As observações feitas a propósito do terremoto neozelandês mostram que a notícia pelo Twitter não está associada apenas ao seu valor informativo, mas também a um conteudo emocional. A veiculação de notícias para os desabrigados pelo temor valeu mais pela sensação de solidariedade do que pela carga informativa. Estranhos se tornaram íntimos no meio da tragédia, gerando comunidades informativas instantâneas. A notícia viral, jargão criado pelos estudiosos do fenômeno Twitter, passa a ser o produto informativo criado pelas recomendações sucessivas. Neste processo, a teoria do "quem conta um conto aumenta um ponto" só é parcialmente válida, já que na retwitagem quase sempre é a versão original que é passada adiante. Mas isto não elimina o risco de distorções. Fonte: Observatório da Imprensa | ||||||||
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